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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
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Deram um banho
no Manoel em plena Praça Pública. Muitos
carros, muitos ônibus, muita gente! Um vai e vem constante num local onde havia
apenas uma estrada de terra que ligava Santo Amaro ao Vale do Anhangabaú.
Naqueles tempos, no Anhangabaú havia apenas um rio no meio de um vale. O Centro
Velho de São Paulo era no pátio do Colégio, onde hoje pode se ver uma construção
conservada pelo patrimônio histórico da cidade. Aquela velha estrada a qual me
refiro, começava no Lgo. Treze de Maio, onde tínhamos uma estação de trem a
vapor. Esse trem seguia pela atual Av. Vereador José Diniz até o centro da
Capital do Estado. Embora Santo Amaro, tivesse o seu início territorial a
partir da, hoje, Av. dos
Bandeirantes, seu portal de entrada ficou marcado por um gigantesco homem de
concreto construído no cruzamento da Av. Santo Amaro com a Rua São Sebastião,
por um velho sonhador de nome Júlio. Todos nos assustamos quando um dia
acordamos e vimos e belo gigante a dar boas vindas aos visitantes. Armado com um
tremendo trabuco, protegendo-se do sol sob grandes abas de um chapéu frondoso,
passou a servir de sentinela vigilante das coisas que acontecem em Santo
Amaro. Porém, o movimento que surgiu ao seu redor lhe borrou as faces com a
sujeira da poluição, trazida pelo
progresso resultado da modernidade
de nossos dias. Foi aí, então, que Dona Marta mandou Nerilton, sob os olhos do
Algacyr, lavar-lhe o rosto e limpar-lhe os olhos, para que continue vigilante
sobre todos que para cá vêm em busca de um meio de vida, já que, Santo Amaro,
amoroso com todos que lhe procuram, sempre soube receber bem os famintos de
outros rincões. Foi assim que o
Velho Júlio, pai do Manoel, disse um dia, quando lhe chamaram de feio. O valor
de uma estátua não está na sua beleza, mas no fato de um dia poder se tornar
ponto de referência de um lugar. Por isso, temos que reconhecer que a frase de
referência “antes ou depois do Borba Gato”, é uma das mais usadas por nós,
Santamarenses, para posicionar os perdidos que procuram por Santo Amaro.
Uai! Uai!. Quem
trupica sempre cai, tem muita gente careca que finge que vai, mas não vai!!!!
Roberto Pavanelli.
O Cetrasa e os
botinados de Santo Amaro carinhosamente agradecem à Dona Isabel, eterna guardiã
do Seu Barroso, a doação que fêz de um quadro feito por ela, para perpetuar a
imagem da Botina Amarela.
O museu de Santo Amaro está situado na Av. Alceu Maynard de Araújo, n°. 32, Santo Amaro.
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