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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
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BOTINA AMARELA nome pelo qual eram conhecidos os antigos sitiantes santamarenses do início do século, que as calçavam indo à cidade fazer suas compras, e assim eram identificados, ao descerem do Bonde na Pça. João Mendes. Tais botinas, feitas de couro de segunda, por isso amareladas, eram distribuídas entre esses sitiantes pelos políticos da época em busca de votos. Em decorrência dessa identidade, em 1995, foi criada, pela Casa de Cultura de Santo Amaro, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, a premiação que, muito originalmente recebeu o nome de "Botina Amarela", e que posteriormente, com a parceria do CETRASA-Centro das Tradições de Santo Amaro, recebeu a forma que hoje tem. Um pequeno troféu de madeira, com uma Botinha dourada em seu centro. Tal premiação existe com o propósito de homenagear os santamarenses que, de alguma forma, demonstram amor pela terra onde vivem. Hoje, dentro da tradicional sociedade santamarense, este prêmio se tornou uma honraria preciosa. Pela própria história de Santo Amaro, pelo nome dado ao prêmio e, pela importância que hoje tem, ser considerado um Botina Amarela é, na verdade, ser reconhecido como um verdadeiro cidadão santamarense.
No último dia 8 de junho, no auditório da Associação Comercial de São Paulo, Distrital de Santo Amaro, foram agraciadas com o Botina Amarela, as seguintes famílias, personalidades e entidades:
Famílias: Fernandes, Pontes e Roschel. Os santamarenses: Edmo João Gela, José Décio Torres, José Luiz Abrantes, José Maria Marin, Luiz Antonio da Silva Araujo, Maria Aparecida de Almeida Camilo, Oscar Marini, Rubens Lacerda de Almeida e Tarquínio Borralho Leite Neto. As entidades: Santa Casa de Santo Amaro e Faculdades Costa Braga.
Corre meninada que o "Dito Fogueteiro" vai soltar um monte busca-pés!!!! Tcháu!
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