A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Agosto 29, 2003

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A vida é uma renovação constante. Assim é, que aos poucos e por determinação divina, Deus vai substituindo as pessoas, chamando de volta para si, aquelas que em determinado momento nos emprestou, para que ao convivermos com elas, pudéssemos aprender e usufruir de suas companhias. No entanto, algumas pessoas que conhecemos na trajetória de nossas vidas, se tornam, pelo seu caráter, pela maneira de ver a vida, jeito de ser e empatia com os amigos, pessoas diferenciadas e especiais. Triste noticiamos a decisão divina de Deus ter chamado para junto de si, uma dessas pessoas que se tornou especial aos olhos de tantos que o conheceram. Venâncio Poletti Filho faleceu no último domingo, com 82 anos de idade. O Venâncio, mais conhecido carinhosamente como Nenê, formava um trio com seus dois irmãos: o Oscar e o Vavá, filhos de uma família italiana que ao chegar da Itália se radicou na região do Rio Bonito, onde os imigrantes alemães já ali construíam a história de Santo Amaro. Receptiva como sempre foi, a família italiana recém chegada acabou por se unir com as famílias alemãs dos Roschel, Reimberg e Gottsfritz, gerando uma única e grande família santamarense e tornando-se todos os grandes desbravadores daquela região, deixando por lá heranças de valor inestimável, a exemplo de Dona Ada, uma irmã do trio citado, que casou-se com José Roschel, formando uma família que se notabilizou na exploração de Supermercados. Nosso amigo Venâncio Poletti, que, apesar da idade, até pouco tempo ainda trabalhava como expedidor e controlador de mercadorias em um depósito de materiais de construção e madeireira do Rio Bonito, tendo sido em sua juventude um grande parceiro político do não menos saudoso Sebastião da Silva Prado. Nasceu em 2 de agosto de 1921. Deixou filhos e a viúva Da. Berenice de Souza Polleti. Oscar, Vavá e Nenê viveram muitas histórias inesquecíveis em Santo Amaro, que não tenho como contar por falta de maiores dados, dados esses que seriam de muita valia para o Cetrasa, que sempre cultua a memória de nossa gente querida. Dando Adeus ao Nenê, homenageamos a todos que um dia tiveram o privilégio de com ele conviver.

Por enquanto, Tcháu!!!! Roberto Pavanelli.

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