A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Janeiro 24, 2002

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Novamente sonhei com meus tempos de menino. Foi um sonho confuso porque meninos de diversas épocas brincavam junto no mesmo instante. Resolvemos brincar construindo uma cidade, traçando ruas pelo chão, como se fosse o local onde morávamos. E vejam só quem participava da brincadeira: Próximo ao centro de pequena cidade imaginária, o menino Augusto Santo fez um armazém de secos e molhados e se dizia sócio do Lameira. Outro garoto já logo dizia que ia montar uma torrefação de café. Esse era o Paulinetti. E o traçado das ruas da pequena cidade crescia em nossas mentes. Distraidamente fomos aumentando as pequenas ruas, a partir de um centro onde fizemos uma Igreja. Nesse centro, fizemos uma padaria e demos o nome de Padaria Alemã. Hum! Cada doce que a gente imaginava comer lá! Nem te conto! Aí, chegou o menino Antonio Soares Sebastião, que fez ao lado da nossa cidadezinha, um sítio, e dizia que ali criava vacas leiteiras, ao mesmo tempo em que do outro lado de nossas ruazinhas, um menino chamado Jeremias brincava de ser farmacêutico e chamava os demais participante da brincadeira, para irem à sua farmácia comprar remédios que ele mesmo receitava. Nossa cidade era ainda pequena, quando chegou o Toninho, cujo nome de batismo era Antonio Bocchiglieri. Esse, então, resolveu fazer nossa pequena cidade se tornar uma grande metrópole. Assim, ele logo começou a fazer novas ruas e dar nomes aos locais onde ele expandia a cidade imaginária. Dizia ele: "Aqui vai chamar Vila Arriete; aqui, Jardim Rosália", e assim por diante. Juntou-se a nós, também, o garoto Watt Ricci e logo foi planejando grandes edifícios, dizendo ser engenheiro civil. Com o crescimento de nossa pequena cidade de brinquedo, começou o trânsito. Eu circulava por aquelas ruazinhas com meu caminhãozinho de pau, enquanto o Alberto Kullman construía uma estrada de ferro, para sobre ela, fazer circular um trenzinho a vapor. Segundo o Alberto, seu trenzinho serviria para trazer gente e mantimentos de outra cidade para a nossa. Quando chegou o Armando Sitrino, que era o mais novo da turma, e teve a idéia de montar um escritório de contabilidade na nossa cidadezinha, porque ele achava que o setor de serviços tinha que ser incentivado. Com isso, o que fez o João Borba? Muito esperto, montou um posto de gasolina para vender o combustível para o meu caminhãozinho poder andar. Tudo isso, até chegarem as meninas e, se juntando a nós, a Neide criou um ateliê de pintura; a Coraly criou um asilo para velhinhos e a Aparecida Crepaldi, que mais tarde seria Freira, criou a uma Creche. Nesse sonho, passei o dia todo distraído com minhas brincadeiras e, quando acordei, estava na festa de premiação do Troféu Botina Amarela, versão 2003.

Tcháu!!!
Roberto Pavanelli.

O Cetrasa, por seu Presidente Alexandre Moreira Neto e seus diretores e conselheiros, agradecem a todos os que compareceram e prestigiaram a festa de premiação do Botina Amarela. Um abraços a todos os que se sentem santamarenses.

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