A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Julho 25, 2003

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Tenho um amigo que sempre morou no Brooklin, o João Bosco Petroni, que já andou me dando umas broncas, dizendo que eu não falo do Brooklin. Por essa razão resolvi falar. E toma lá, Joãozinho: O Brooklin, bairro que eu gosto muito, sempre foi, na verdade, o lugar chique de Santo Amaro. Houve uma época em que era símbolo de status dizer ser morador daquele aprazível lugar. Sua principal rua de comércio sempre foi a Joaquim Nabuco e hoje o comércio naquelas imediações é tão intenso, que a própria Rua Joaquim Nabuco já perdeu essa identidade. O Brooklin Paulista nasceu do Distrito de Paz do Ibirapuera, por conta de um Decreto de nº 6518 de 1934, baixado pelo Sr. Interventor Federal em São Paulo. Ao mesmo tempo em que foi criado esse Distrito, foi também nomeado Escrivão de Paz o Sr. Júlio Simões que, nas notas de seu Cartório, encontra-se o primeiro registro de óbito do local, ocorrido no dia 29 de julho de 1934. Neste mesmo Cartório anotamos que o primeiro casamento foi assentado em seus livros no dia 1º de setembro daquele mesmo ano. Quanto ao nome recebido pelo bairro, por ocasião da substituição do trem a vapor pelo bonde elétrico que fazia a linha São Paulo - Santo Amaro, as paradas se davam em linhas duplas, uma que ia e outra que vinha, chamadas de desvios. O Brooklin era o quinto desvio e a antiga “Light”, querendo homenager a América, acabou dando o nome de Brooklin a essa parada. Inicialmente, o Brooklin tinha as seguintes divisas: Começava no Rio Jurubatuba, na foz do Ribeirão da Traição, subindo por este ribeirão até as suas vertentes, e daí, em linha reta do seu galho setentrional à estrada de Conceição, dividia com município da Capital e São Bernardo, até encontrar as nascentes do ribeirão Cupecê ou Cordeiro, por onde descia até a ponte existente nas proximidades de Benedito Camargo e Dr. Lane e, deste ponto, em linha reta ia até encontrar a rua Bela Vista, na linha de bondes da Light e por esta rua ia até o Rio Jurubatura, indo deste ponto, em linha reta, ao marco divisório na estrada do Circuito no bairro do Taboão e daí, também em linha reta, pelos marcos divisórios com o município da Capital até a foz do ribeirão da Traição, onde tivera o começo. Ih...!!! Me perdi nessa confusão de divisas!
Então, tcháu!!! Roberto Pavanelli (dados extraídos do portal Sampa Online).

O Cetrasa comunica aos botinados que foram homenageados na última edição de 29 de junho, que as fotos, a fita de vídeo e o boton do Cetrasa, se encontram à disposição no Museu. Liguem para 5642.2214 ou 5686.6474.

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