A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Janeiro 24, 2002

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A Miriam Foster Barbosa, tri-neta de Adolfo Pinheiro, fará celebrar uma missa em agradecimento à memória da família Adolpho Pinheiro, no dia 7 de junho, sábado, às 16,00 horas, na Igreja de Sant`Ana, no Alto da Boa Vista, Santo Amaro. Após exaustiva pesquisa, Miriam conseguiu colecionar em um álbum uma coletânea de fatos, fotos, relíquias de família, anotações, agendas, músicas e poemas relacionados com a pessoa do ilustre Dr. Adolpho Alves Pinheiro de Paiva. Segundo ela, são 189 anos de história e o registro de sete gerações. Natural de Santos, São Paulo, onde nasceu aos 11 de janeiro de 1814, aos sete anos de idade, foi levado por seu pai para Portugal para estudar, somente retornando ao Brasil em 1831. Casou-se em 1841, em Santo Amaro, com a Sra. Joaquina Maria do Carmo, com quem teve 6 filhos: Paulina, Joaquim Gustavo, Maria da Anunciação, Gustavo Adolpho, Umbelina Rosa e Alexandrina do Carmo. Adolpho Pinheiro, médico homeopata, atendia a todos que podiam e que não podiam pagar. Foi reconhecidamente benemérito. Além de médico, teve destacada atuação política em nossa Santo Amaro do passado. Foi escrivão, Juiz de Paz, Delegado Fiscal, Tesoureiro da Matriz, Inspetor de Ensino, Diretor da Sociedade Musical, Coletor de Rendas Gerais e Provinciais, Vereador, Procurador e Presidente da Câmara Municipal. Pertenceu ao Partido Liberal. Amou Santo Amaro como poucos, e a árvore de sua vida deixou em nossa terra muitos frutos através dos seus descendentes que, orgulhosos, pretendem homenageá-lo. Após a Missa, todos se reunirão na sala VIP da Churrascaria Búfalo Grill.

Havia em Santo Amaro, nas proximidades da Rua São Benedito e Anchieta, um grupo de garotos que, durante as festas juninas, faziam e soltavam balões. As mechas de balões eram feitas de sacos de estopa que envolviam parafina de velas e breu. Quando o fogo atingia o interior da mecha, o balão adquiria força subindo mais rapidamente, quando se dizia que o fogo pegou no breu. Daí a expressão “Pegou no Breu”, quando a festa ficava mais animada. Ocorre que naqueles tempos difíceis, não se tinha dinheiro para comprar os ingredientes das mechas dos balões, então a garotada pulava o muro do Cemitério de Santo Amaro para furtar as velas das sepulturas, que serviam de matéria prima das mechas dos balões. No meio dessa garotada toda , havia um menino que não tinha uma das pernas, cuja função nos furtos de velas no cemitério, era ficar em cima do muro, vigiando seus pequenos comparsas. Numa bela noite de inverno, quando os garotos estavam surrupiando as sagradas parafinas, ouviu-se um barulhão e todos correram, quando perceberam que o menino vigia havia caído atrás do muro, desfalecido. Após muitas tentativas para acordá-lo, perguntaram-lhe o que havia acontecido e ele respondeu: “Desmaiei de medo porque vi o Saci Pererê!” – “E o que ele disse pra você?” perguntaram todos. E ele respondeu: “DISSE QUE EU SOU IGUAL A ELE!!!” Coisas da molecada de antigamente.

Tcháu!!!
Roberto Pavanelli.

O CETRASA – Centro das Tradições de Santo Amaro informa que o Museu de Santo Amaro se encontra aberto para visitação pública às segundas, quartas e sextas, das 13,00 às 17,00 Horas. Seu telefone é 5642.2214.

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