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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Janeiro 24, 2002
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Passou-se mais um dia das mães, e o Cetrasa recebeu em sua sede muitas mães santamarenses numa reunião cuja finalidade era comemorar o seu dia. Entre outras mães que lá estiveram, estava a Sra. Wanda Helfenstein, mãe do Dero (José Eduardo), da Walquíria e Yara. Da. Wanda, que era amiga inseparável da Dona Horacina, outra mãe santamarense, é uma genuína mãe santamarense e esteve lá, para lembrar as traquinagens de seus filhos, quando crianças, histórias que se repetiam nas bocas das outras tantas mães santamarenses que lá foram festejar. Duas mães que podem ser consideradas as mães de Santo Amaro, não do Santo, mas da nossa cidade, não foram lembradas. Não foram lembradas nesta festa, mas não podem ser esquecidas por nós de Santo Amaro. A primeira delas é Terebê, filha do Grande Cacique Caiuby. Terebê, após casar-se com Pedro Dias, deu início às primeiras gerações de santamarenses, no seio dos quais vieram o Paulo Eiró, nosso poeta maior, e o bandeirante Borba Gato. Nas seguência, dessa mesma linhagem, vieram posteriormente os Padres João e Belchior de Pontes. Quase sem medo errar, Terebê teria sido a primeira mãe daqueles que seriam os santamarenses autênticos. Outra mãe da qual jamais poderemos esquecer, é a Senhora Suzana Rodrigues. Portuguesa que veio para o Brasil com Martin Afonso de Souza, casou-se com João Paes e se radicou na região da Cidade Ademar, num local que acabou por ser conhecido como “Casa Palma”, na Av. Cupecê, em decorrência de um tradicional armazém de secos e molhados que ali sempre existiu. Devemos a devoção ao nosso padroeiro, por conta de Suzana Rodrigues, que doou a imagem de madeira de Santo Amaro, à época em que aqui foi construída a primeira capela, já no local onde hoje é nossa Catedral. Essa imagem de madeira, não era um dos chamados “Santo do Pau Ôco”, posto que veio à nossa terra para ficar, e não para voltar para a Europa cheio de ouro, nos tempos dos contrabandos de nossas riquezas. De volta às mães, que são os “Templos Sagrados” dos nossos nascimentos, a elas todo o nosso respeito e amor para todo o sempre. Assim, nunca será demais rendermos homenagens a essas inesquecíveis mães de Santo Amaro.
Tcháu!!!!
Roberto Pavanelli.
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