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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Novembro 28, 2003
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Guerra no nome, guerreiro na vida. Assim podemos definir o maior artista plástico de Santo Amaro. Por essa razão é que o CETRASA resolveu criar, de forma definitiva, um espaço dedicado à vida e história de Júlio Guerra. O grande sonhador do barbeiro Anédes, personagem que criou para divulgar sua filosofia de vida, nasceu aqui em Santo amaro, em 20 de janeiro de 1912. Filho de Narciso Guerra e de Maria Finucci Guerra, aos quatorze anos de idade, foi trabalhar no Bilhar de seu pai que era situado no Lgo. 13 de Maio, n°. 01, coração da cidade que sempre amou e que o imortalizou através de suas obras. Pelas mãos de Álvaro Pinheiro, filho de Adolfo Pinheiro, em 1930, Júlio foi levado à Escola de Belas Artes para aprimorar sua pintura. Logo no primeiro contato com a escola, o próprio Júlio chegou à conclusão de que sua real vocação era a escultura, arte que o notabilizou. Essa vocação, segundo Júlio, nasceu da vontade que tinha de esculpir os três personagens que achava serem os mais importantes de Santo Amaro: Borba Gato, Belchior de Pontes e Paulo Eiró. Foi casado com Benedita Hessel Guerra, cujo consórcio se deu em 19 de maio de 1938. Sua mulher faleceu em 26 de agosto de 1996. Teve com ela três filhos, tendo perdido dois deles. O primeiro filho levou o nome de Luiz Carlos, falecido com algumas semanas de vida; o segundo, de nome Jairo Guerra, faleceu adulto, em 27 de setembro de 1958. Vive entre nós sua filha Elza Guerra, casada com Sérgio Sanches. Amou Santo Amaro como poucos, razão porquê, ao pintar seus logradouros e edifícios gostava de contar a história de cada obra. Sua obra de maior envergadura é, hoje, o cartão de visitas de Santo Amaro: o imponente Borba Gato, que não deixará apagar de nossa memória a querida figura do grande santamarense JULIO GUERRA.
Parabéns ao Cetrasa e Tcháu!!!! Roberto Pavanelli.
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