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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Outubro 10, 2003
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Quem sabe um dia voltarei a ver os velhos amigos perdidos na multidão de Santo Amaro. Amigos dos tempos em que a gente podia encontrar no abrigo de ônibus que partia para periferia, em frente à Famácia Nª. Srª. Aparecida. Amigos que se encontravam aos fins de semana em frente à Padaria Goa e à Padaria 15. Aquelas pessoas almoçavam no restaurante São Paulo do Valtinho e no Restaurante dos Robbas. Aqueles malucos acompanhavam a perua de alto-falante do português chamado Mário Ferraz (amigo do Alexandre e do Paulo Roberto de Oliveira). Aqueles velhos conhecidos que compravam discos no Bazar e Papelaria Barroso da Capitão Thiago Luz e Lgo. 13 de Maio, onde o som mais freqüente era a música “Matriz ou Filial”, na voz de veludo de Jamelão. Santamarenses hoje encolhidos em cantos onde não podemos achá-los para rememorar as longas, alegres e inesquecíveis conversas, onde os mais afoitos jovens de então não se cansavam de vangloriar-se de suas proezas que realizavam em seus veículos, que iam desde bicicletas e lambretas até seus possantes fuscas, gordinis, sem contar com os acanhados Romi-Isettas. Tudo isso não vejo mais, como também não vejo as garotas santamarenses de antigamente, em rodinhas a comentar o charme e a formosura dos, hoje, velhos e barrigudos Botinas Amarelas, muitos deles desfilando nas romarias com garbosos cavalos adornados a rigor. Puxa vida!!! Que saudades das matinês domingueiras de nossos cinemas e dos jogos de futebol de nossa várzea. Nestes, às vezes o “pau quebrava” e as caras dos jogadores também. Mesmo assim, todos eram felizes e não sabiam. No meio da multidão que hoje se espalham e se aglomeram pelas principais ruas de Santo Amaro, nem mesmo assim, nesse cenário estranho, consigo deixar de reviver em minha cabeça coberta pela neve do tempo, aqueles anos que não voltam mais.
O Cetrasa, muito feliz, agradece a todos que compareceram no evento do dia 2 de outubro na Câmara Municipal de São Paulo, quando os participantes que lá estiveram cantaram Santo Amaro com o romantismo do passado, as dificuldades do presente e promessas para o futuro.
Por enquanto, Tcháu!!!! Roberto Pavanelli.
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