A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Outubro 17, 2003

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E mais um dia do professor se passou, e nesse dia, fiquei pensando onde estariam todos aqueles professores que passaram pela minha vida. A minha primeira professora foi Maria Amélia. Sobre ela, disse um dia que se tratava de uma sublime criatura que transpirava amor, ao ensinar as primeiras letras para aquelas pobres criaturinhas da periferia, entre as quais me incluo. Depois, conheci outras figuras inesquecíveis, mas que também tiveram singular importância na minha formação. Algumas com nomes diferentes, como meu professor de português o Gianella, pessoa extremamente extrovertida, fazia da arte de ensinar um alegre e divertido momento. Outras como Dona Maria Aparecida de Moura, minha última professora do ensino fundamental, no Grupo Escolar Paulo Eiró. A professora do curso de admissão ao ginásio, foi Dona Marina, filha da Dona Lucinda, e era muito severa. Vez por outra, dava uns cascudos em seu filho Fernando, que foi meu colega de turma nesse curso. Sua pequena escola se resumia em uma sala na Rua Herculano de Freitas, hoje, quase em frente ao Supermercado Barateiro, onde naqueles tempos se instalava o circo do saudoso Palhaço Querozene, local onde um conhecido médico santamarense, um dia, foi atacado pelo elefante desse mesmo circo. Levou literalmente uma “trombada”. Tive também um professor que se chamava José Moscogliato Caricatti. Esse um verdadeiro ator! Não esqueço do delicado professor de francês, cujo nome era Orandil e tantos outros. Isabel, Maria Isabel, Mércia, Senir, Eloi, o engraçado professor Roberto de ciências, com suas análises de células da bochecha. Digo isso, porque sei que todos, ao lerem estes modestos escritos, cada qual trará à sua mente seus antigos professores, porque o magistério tem o dom de eternizar os professores em nossas cabeças. Contudo, destacam-se em Santo Amaro as figuras do velho professor Gáudio, do Alberto Conte, já falecido, e da eterna professora Adozinda, que do alto de toda sua sapiência, irradia simpatia e carinho a todos que têm o privilégio de a conhecer pessoalmente. Através dessa última, peço licença nesse espaço, para homenagear a todos os professores de nossa terra. Como disse o nosso poeta maior: “Feliz quem amou, feliz.”

Até segunda e bom domingo. Roberto Pavanelli.

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