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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Setembro 19, 2003
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Naquela maquininha do tempo em que um dia entrei sem querer, após apertar um botão, cuja finalidade desconhecia, fui parar no ano de 1955, no meio de uma festa promovida pelo Rotary Club de Santo Amaro, para as pessoas pobres do nosso querido bairro cidade. Nessa festa teve farta distribuição de gêneros alimentícios, objetos de utilidades e muitas guloseimas e foi muito concorrida por um “mundaréu” de pessoas menos aquinhoadas, e que foram fraternalmente recebidas pelos anfritiões. De inopino, deparei-me com um aglomerado de gente que estava fazendo pose para uma foto, com o fim de registrar o acontecimento para a posteridade (lembro aqui, que a posteridade somos nós, nos dias de hoje). Lá estavam sorrindo para a máquina fotográfica os Srs. e Sras. Oswaldo Machado, Gessy Machado, Lourdes Diniz, Vera Coimbra, Maria Laura Faria, Norma Sgarbi, Antonieta Navarro, Edith Pires, Antonio de Souza Junior, Alberto Angélico Mareto, Rafael Navarro, Renato Pierri, José Diniz , Lourdes Corrientes, Edmundo Pires e João Leon de Faria. Essa festa, que reuniu toda essa gente, da mais pura elite santamarense, demonstrou que, desde aquela época, os rotarianos de nossa terra já cumpriam a finalidade humanista desse clube secular. Mas, voltando às pessoas acima citadas, forçoso é concluir que a nossa geração, que não pôde conviver com eles, perdeu muito da história de nossa gloriosa Santo Amaro. Pois é! Quem não gostaria de ter conhecido e convivido com pessoas como Belmiro e Arlindo Schunck Zenha, Ferrucio Chiappin, Carlos Sgarbi, Cel. Silva Araújo, Ermante Pongillupe, Liberato Mendes, Juvenal Luz, Cel. Luiz Schimdt, Venâncio Polletti Abramo Montanaro e outros? Para mim, de tanto ouvir esses nomes da boca de meus pais, eles tornaram figuras familiares, do tempo em que os contratos eram firmados apenas com o fio do bigode. Hoje, nem bigode temos mais, mas por certo, os descendentes dessa gente toda, que fizeram a sociedade santamarense de outrora, honram seu passado, da mesma forma que nós, do Cetrasa, cultuamos as inesquecíveis memórias de nosso torrão natal. Vou embora antes que a saudade aperte o meu coração.
Por enquanto, Tcháu!!!! Roberto Pavanelli.
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