A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Abril 15, 2004

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João Batista Barroso SobrinhoAté breve, nosso querido amigo João Batista! Santo Amaro perdeu, no último dia 04, um de seus mais expressivos exemplos vivos de sua história. Sua família perdeu um zeloso, querido e honrado pai. A Associação Comercial Distrital de Santo Amaro perdeu o decano de seus conselheiros, o CETRASA perdeu um de seus mais importantes membros, e todos nós perdemos um querido amigo. Como ele mesmo dizia, era filho do Paulo Agrião, que o criou, desde menino, nas imediações do antigo Mercado de Santo Amaro, hoje, Casa da Cultura. Como comerciante bem sucedido, sustentou sua família de sete filhos, que, com seu exemplo, lhe deram quinze netos e doze bisnetos. Enviuvou da Sra. Isabel Ifanger Muller Barroso em novembro passado e, talvez, por isso, sua saudade o tenha chamado para perto dela, com quem esteve casado durante sessenta e nove anos. João Batista Barroso Sobrinho era um dos últimos remanescentes da nossa Santo Amaro romântica do passado e trazia em suas memórias quase todos os movimentos ocorridos neste Bairro desde a década de vinte, e fazia questão de passar para nós, dos dias de hoje, tudo que viu e ouviu durante a trajetória de sua vida. Várias vezes homenageado pela Associação Comercial como exemplo de homem e de comerciante, recebeu também do CETRASA o troféu “Botina Amarela”, por ser um legítimo representante da nossa terra. Como eu disse várias vezes nesta Coluna, Deus, com certeza, deve estar reconstruindo Santo Amaro lá no Céu, e acho que por isso, sentiu a falta dessa personalidade marcante de nosso meio e resolveu levá-lo, juntamente com sua esposa, Isabel, para completar um dos aspectos Santamarenses, que era a própria história de Santo Amaro. Se assim for, e assim eu acredito que seja, peço ao João Batista que de lá olhe por nós, até o momento em que teremos a chance de nos juntarmos a ele.

Tcháu, Seu Barroso
Roberto Pavanelli.

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