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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Agosto 20, 2004
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Segundo consta, no jornal “O Estado de São Paulo” de 3 de janeiro de 1935, teria sido publicado um escrito, possivelmente da lavra de Mário de Andrade com a seguinte matéria para nossa reflexão. “ Na histórica Santo Amaro, atualmente subprefeitura anexa à municipalidade de São Paulo, nada mais lembra o passado, senão ruínas. A igreja reformada em 1924 da maneira mais lastimável, por um sacerdote, que sequer supunha a existência da história. Na intenção de aumentar a nave, mutilou, arrasou tudo, queimando, vendendo, pondo fora talha e outros pertences tradicionais. Quatro belíssimos lustres de bronze cinzelados e pérolas de cristal lapidado, foram vendidos por ninharia, hoje, ornamentando residências paulistanas. De antigo ainda restam dois altares em péssimo estado de conservação, o de SãoVicente de Paula e o de São Benedito. Ambos interessantes ainda, pois parecem pertencer ao séc. XVII. Estão conservadas também duas imagens antigas. (fotos 2 e 3) de que se envia documentação que será posteriormente substituída. A imagem de Sto. Amaro (foto n°. 3), conforme a tradição e com muita possibilidade de acerto, parece ser a imagem primitiva, cedida por dona Suzana Rodrigues a Anchieta. Além disso, só existe ainda em Santo Amaro, digna de tombamento, uma casa particular (foto 4) ainda habitável, apesar do seu estado ruinoso. Esta casa teria sido residência, senão do próprio Borba Gato, da sua família. Ultimamente cuidou-se da destruição dessa casa, e sua reconstrução (!), para efeitos de alargamento da rua. Graças à intervenção do Departamento de Cultura, foi obstado o descarinho. Provavelmente se livrará o edifício se livrará o edifício dos prédios vizinhos, ficando ele como elemento de contemplação numa pequena praça; e, reforçando o acomodado inteligentemente em seu interior, convertido numa biblioteca popular ou museu municipal. Esta foi a proposta do Departamento de Cultura. E só ruínas autênticas... As fotos 5 e 6 representam a casa da primeira fundição de ferro da região, talvez do Brasil. A árvore que se vê, cresce dentro do forno. A foto 7 representa uma das taipas da casa-grande do Murumbi, onde se fez, no Brasil, a primeira plantação de chá. Ainda não se visitou este local. O prédio colonial era de sobrado, com onze cômodos no pavimento térreo, e doze no superior. Em 1925 era propriedade de João Rudge.”... As fotos mencionadas, lamentavelmente não as temos para publicar. Vê-se ser antiga a preocupação com a história da nossa região. Hoje em dia, a preocupação com a Catedral Diocesana se renova, já que está necessitando urgentemente de cuidados, fato que já é da preocupação do nosso Bispo Dom Fernando Antonio Figueiredo.
Tcháu!!!
Roberto Pavanelli.
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