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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Julho 09, 2004
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Dr. Américo Izidoro Angélico: A propósito da carta recebida, em agradecimento ao jantar em comemoração de seu acesso ao Tribunal de Justiça de São Paulo, tecemos, modestamente, algumas considerações: Muita gente nasceu em Santo Amaro desde o seu surgimento. Muitos, anônimos, outros nem tanto e, poucos com grande projeção e importância para todos nós. Em uma data do passado, nasceu aqui um garoto de nome Paulo, que elevou o nome de seu torrão natal ao mais alto patamar das letras, em São Paulo e no Brasil. Cursou, para nosso gáudio, a velha Academia de Direito, sob as arcadas daquele monumento localizado no Largo de São Francisco. Morreu de amor por uma mulher e, é hoje, reverenciado pelos santamarenses como o imortal poeta Paulo Eiró. Após ele, nasceu também em Santo Amaro outro rapaz, que cresceu pintando sua terra em coloridos quadros e esculpindo, às duras cinzeladas, gigantescos homens de concreto. Esse também acabou se imortalizando com o nome de Júlio Guerra. Tivemos outros nomes, como o Vigário João de Pontes, nosso primeiro vigário que, dotado de extrema bondade e abnegação, plantou em nossa terra a semente da fé, da paz e do amor entre as pessoas. Tudo sem contar que aqui também nasceu um bravo bandeirante, de nome Borba Gato, cuja imagem é referência de entrada deste Bairro Cidade. Prezado Desembargador, cada um deles fincou seu nome na história de nossa terra, à sua maneira, e todos eles serão sempre merecedores de todas as nossas homenagens, porque fizeram com que Santo Amaro se tornasse para nós motivo de orgulho. Seu nome, Dr. Américo, ninguém mais poderá tirar da história do Poder Judiciário em Santo Amaro, por ter sido o primeiro santamarense a ocupar uma cadeira no mais importante Palácio da Justiça Paulista, igualando-se em importância aos demais santamarenses que aqui foram lembrados, também para nosso orgulho. Pela festa, prezado amigo, não há o que agradecer.
Um abraço dos amigos: Alexandre Moreira Neto, Aloízio Luz Cataldo, Armando da Silva Prado Neto e Roberto Pavanelli.
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