A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Julho 16, 2004

[ Índice das colunas já publicadas ]

O Museu Histórico de Santo Amaro encontra-se situado na Av. Alceu Maynard de Araújo, nº 32, esquina com a Av. João Carlos da Silva Borges, na Vila Cruzeiro, em Santo Amaro. No jardim que fica em frente ao Museu, há um monumento de ferro fundido que, durante muito tempo, esteve instalado no centro do Largo 13 de Maio, representando o “marco zero” do então Município de Santo Amaro, nascido em 1832, quando foi elevado à categoria de “Vila” e foi criada a sua Câmara Municipal, cuja finalidade era legislar sobre os assuntos de peculiar interesse da localidade. Esse Município era muito maior do que hoje é considerado Santo Amaro, nos limites de seu Distrito. Era, na verdade, uma grande cidade, cujos limites atingiam as cidades de Itapecerica da Serra, Embu-Guaçú e, dentro de seus limites territoriais, abrangia Crispim, M´Boi Mirim, M ´Boi Guaçú, Riviera, Campo Limpo, Parelheiros, Colônia, Engenheiro Marsilac, Bororé, Eldorado, Jd. Miriam, Cidade Ademar, Aeroporto, Campo Belo, Brooklin Novo e Velho, tudo em torno de um pequeno centro comercial que se avizinhava ao antigo Largo da Bola, depois, Largo Treze de Maio. Fatalmente, esqueci de várias localidades de Santo Amaro. No entanto, o que influenciou muito no estabelecimento desses limites, foram os costumes, a identidade de sua cultura agrícola, suas festas, o sentimento religioso e as manias de nossa gente, com seu jeito especial de ser. Hoje, muita coisa mudou, mas ainda persiste na cultura santamarense algo que une o povo habitante de toda essa extensão de terra, de forma que, um morador do Jardim Nakamura, do Parque Novo Santo Amaro ou do Grajaú, se questionado, ao se referir ao seu endereço, embora diga Grajaú, vai sempre dizer também Santo Amaro: “ Moro no Valo Velho, em Santo Amaro...”. Isso, na verdade, representa o orgulho santamarense que ficou enraizado na cabeça das pessoas, mesmo aquelas que não chegaram a conhecer aquela sociedade que fez a história de nosso bairro. Não parece, mas o orgulho santamarense persiste, por sorte, até nas pessoas que não viveram aqui no passado e que, hoje, também não vivem no velho centro de Santo Amaro. Tudo, apesar de uma legislação que dividiu nossa terra em regiões administrativas próprias, feita ao arrepio das tradições e do ideal de vida dos pioneiros que criaram a nossa enorme Santo Amaro querida.

Tcháu!!!
Roberto Pavanelli.

Se sapo de fora não chia, sapo de dentro vai chiar sempre.

O Presidente Alexandre Moreira Neto, entusiasmado, promete novidades para os próximos meses.

Convide um(a) amigo(a) para ler esta matéria

Envie seu comentário ao autor deste artigo