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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Junho 04, 2004
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Em 21 de outubro de um ano qualquer, nasceu em Santo Amaro um garoto que acabou assimilando, como se fosse parte de seu corpo e de sua alma, o lugar onde nasceu. Como todo garoto da época, cresceu brincando nas ruas de seu bairro, fazendo e conservando as amizades que iam surgindo na sua caminhada de vida. Nesta família, ele convivia com mais três irmãos: Hélio, Maria Eugênia e César e, claro, com seu pai cuja memória nunca deixou de reverenciar, e de sua mãe, Dona Horacina, não menos amada em suas lembranças. Crescendo em Santo Amaro, tinha tão especial carinho pelo Largo Treze de Maio, Rua Direita (Cap.Thiago Luz), Senador Flaquer, do Cotovelo, Herculano de Freitas, Paulo Eiró e adjacências, que conhecia tais logradouros como suas próprias mãos. Esse moço não só gostava desse lugar por ter nascido nele, como e, principalmente, também, pelas amizades que eram muitas, em decorrência da intensa vida comunitária que levava, tornando-o bastante popular, a exemplo de seu próprio pai, Ceser, o Carioca, também muito requisitado nos movimentos sociais e políticos de Santo Amaro. Surgindo a adolescência, seu corpo, naturalmente, clamando por um grande amor, aqui conheceu uma jovem, que mais tarde viria a se tornar sua esposa, mulher e companheira, cuja união perdura feliz até os dias de hoje. Essa jovem, de nome Lúcia, lhe deu um filho, de nome César, que lhe deu uma nora chamada Carmem Lúcia, que lhe deu três netos a saber: Ana Lúcia, Lara e Cezinha, formando uma família que deu amparo de paz, amor e tranqüilidade para continuar sua jornada. Entre todas as ocupações da vida, assumiu para si, unindo-se a outros amigos, a incumbência de defender a memória, a história e as tradições do seu torrão natal, notabilizando-o entre seus pares e que, por conta disso, fortaleceu o respeito que todos nós lhe dedicamos. Já adulto foi, por longo período, principal operador da continuidade da tradição viva mais antiga de Santo Amaro, que é ainda a Romaria à cavalo à cidade de Pirapora do Bom Jesus, cidade essa, que por conta dessa própria tradição e pelo sentimento de religiosidade do santamarense, acabou se tornando uma extensão da nossa própria cidade. Digo isso, porque não há santamarense que, gostando de Santo Amaro, não goste também daquelas pequenas ruazinhas que formam o pequeno centro da Cidade de Pirapora do Bom Jesus. Esse moço a que refiro-me agora é o Xande, Alexandre Moreira Neto que, reconhecido em tudo que acabei de dizer, e muitas outras coisas que eu não disse, recebeu essa semana o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo e a Medalha Anchieta, honraria que teve a iniciativa do Vereador Antonio Carlos Rodrigues, pessoa também com fortes ligações com nossa querida Santo Amaro. Um forte abraço do amigo, ROBERTO PAVANELLI e de toda diretoria do Centro da Tradições de Santo Amaro: Geraldo Diniz, Ana Lúcia Diniz, João Waldemar Elias, José Carlos Bruno, Armando da Silva Prado Neto, Lourenço Miranda de Borba, Algacyr da Rocha Ferreira, Neide Bastos, Eunice e Aparecida Barroso, Isabel Quintana, Maria Aparecida de Almeida Camilo.
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