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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Maio 27, 2004
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Uma década, realmente, é motivo de alegria para nós. Em junho próximo estaremos realizando a décima premiação do troféu “Botina Amarela”. Não haveria outro nome que melhor pudesse representar esse prêmio, face ao seu próprio significado. Botina Amarela, pela história de nosso bairro, era o termo pelo qual o santamarense ficou conhecido no Centro de São Paulo, quando no início do século passado, a grande Capital paulista que, também não era grande como é agora, ainda podia identificar os paulistanos de cada canto da cidade. Lembre-se, por oportuno, que o santamarense não era um paulistano, já que sendo aqui um Município, éramos SANTAMARENSES e não paulistanos, tal como somos agora. No entanto, acho que até ganhamos com isso, pelo menos na identificação, já que hoje somos, não só simples paulistanos, mas paulistanos santamarenses, já que, para nós, sermos santamarenses, haverá de ser sempre motivo de orgulho. Embora isso não tenha muita importância para nós, ainda pairam dúvidas na história sobre a origem desse nome, uma vez que existem duas versões para o seu surgimento. Uma, é a de que as botinas usadas pelos antigos sitiantes eram as sobras dos calçados fabricados pelo exército, que tinham a cor amarelada por ser de couro de segunda, ou seja, da barriga dos animais. Sendo de segunda, eram compradas por preço mais barato pelos antigos políticos e distribuídas aos seus eleitores. Pois é, isso na verdade, era uma grande ilegalidade, já que a compra de votos é algo abominável e não ocorre mais. Como dizia o antigo santamarense, “Este no pelo! Será verdade isso?”. A outra versão é a de que os antigos colonos alemães, que também usavam aqueles botinões, os usavam sujos pela poeira da terra vermelha de suas roças, exemplo de sua simplicidade e não, de desleixo. Seja qual for a versão verdadeira, a verdade é que quando os santamarenses desembarcavam na Praça da Sé, do trenzinho a vapor que transportava seus produtos agrícolas, todos sabiam tratar-se da chegada dos “Caipiras de Santo Amaro” que para lá iam buscar a venda de tudo que por aqui se produzia. Hoje, ser um Botina Amarela é ser reconhecido como um verdadeiro SANTAMARENSE, amante de sua terra e de suas coisas. Salve a décima premiação do “Botina Amarela”!!!
Personalidades: Adolfo Tiossi Bernardes Júnior, Ana Lúcia de Oliveira Almeida Diniz, Antonio Carlos Rodrigues, Djalma Lima Santos, Genézio Vivanco Solano Sobrinho e José Pavanelli.
Famílias: Robba/Gusberti, Gonzáles, Paulo Diniz e Família Elias.
Entidades: Colégio Doze de Outubro e Instituto Internacional de Direito.
Tchau!!! Vou limpar minha botina, se ela perder a cor, pinto de amarelo!!!
Roberto Pavanelli
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