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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Março 05, 2004
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Black Louiz era nome de um santamarense do nosso passado recente, nos tempos em que vários conjuntos musicais se formaram por aqui. Lembrando dos meus amigos do passado, me ocorreu o conjunto musical, batizado com o nome de “The Jetsons”, da época da Jovem Guarda, que andou fazendo muitas festas em nossa região. O tal conjunto era formado pelos santamarenses Jairo Camargo, no contra baixo, José Maria, na guitarra base, Jorge Montoro, na guitarra solo, José Carlos, na bateria, o Luiz, no trompete e o Cândido, no trombone de vara. A amizade que sempre tive com o Luiz me permite explicar a razão do apelido que ele portava, por se tratar de um neguinho, assim carinhosamente chamado por nós de Luiz Preto, ou Black Louiz ,como ele mais gostava, por conta de ser moda, a língua inglesa com o sucesso estrondoso dos Beatles e do Rock americano. Entre os bailes inesquecíveis que fizeram, destacamos um, no antigo Laboratório Squib, cujo prédio ainda se encontra no mesmo local, na Av. João Dias. Esse baile foi denominado “Uma Noite no Havaí”. Outro, foi uma festa de formatura, em 1965, de uma escola de cabeleireiros, num salão cujo nome não me lembro, mas que ficava ali na antiga Rua Santo Antonio, travessa da Rua Anchieta, no coração de Santo Amaro. No entanto, aquele que mais freqüentemente me vem à memória, foi o baile de debutantes das filhas dos Oficiais da antiga Força Pública, que se deu no salão de bailes, por nós conhecido por “Arakan”, no Aeroporto. Esse sim, foi a consagração máxima do conjunto do velho Jairo e do Luiz. Tudo começou porque eu não podia perder a festa e, para poder entrar no recinto, servi como carregador dos instrumentos do conjunto. Tudo, na verdade, brincadeiras de nossa juventude. Mas a consagração desse conjunto por conta dessa festa, verdadeiramente ocorreu quando, neste baile, apareceu um astro da Jovem Guarda, chamado Bob de Carlo, para cantar a música do “tijolinho”, que era o seu grande sucesso de então. O conjunto, não se fazendo de rogado, e conhecedor dos sucessos da Jovem Guarda, serviu de acompanhamento para o cantor, quando foram efusivamente aplaudidos pelos presentes, inclusive pelo ator Paulo Goulart e sua mulher, Nicete Bruno, Mestres de Cerimônia. De tudo, só me resta dizer o seguinte, plageando o cantor da época: “Você é meu tijolinho, você é meu tijolão, você é o meu amorzinho que faltava na minha construção”. Êta tempinho bão...!
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