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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Novembro 12, 2004
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Sonhei que eu estava vivendo no passado, num tempo em que eu ainda não tinha nascido, quando Santo Amaro ainda era Município. Levei um baita susto porque o sonho acabou virando um enorme pesadelo. Havia ganho as eleições para Prefeito de nossa cidade, o sapo de fora, exatamente quando aqui vigorava o lema que dizia: “Sapo de fora não chia!”, frase que se imortalizou, quando esteve por aqui, nos palanques das inesquecíveis campanhas políticas, o famoso Senador Flaquer. Naquela eleição, o candidato desse ilustre visitante ganhou as eleições, mas não levou. Impugnada a eleição, verificou-se que vários mortos votaram naquele pleito. Anulada a eleição a frase se tornou famosa entre os santamarenses. Mas voltando ao meu pesadelo, no meu sonho, o sapo de fora estava chiando muito alto e, ao final das eleições, o sapo ganhou e chiou. Acordei apavorado porque pensava que Santo Amaro iria ser administrado por pessoas que não tinham lá muito compromisso com as raízes de nossa terra. Agora, estamos novamente muito próximo de termos novidades no comando de nossa Sub Prefeitura. Acho que devemos ficar atentos porque nosso sonho, seria termos um administrador que não esquecesse as nossas lembranças do passado, porque a melhor forma de administrar o presente, é aproveitando as experiências felizes do que vivemos no passado, e que não saem das nossas memórias. Tínhamos cinemas os quais podiam ser freqüentados com segurança; tínhamos um Jardim que servia de passarela para os nossos passeios; tínhamos pontos de encontros seguros para a nossa juventude, e assim por diante. Quem foram os nossos políticos do passado, que nos deram tanta felicidade. O primeiro, que não sai da lembrança dos santamarenses, foi o grande Prefeito Isaías Branco de Araújo. Até hoje o piso do coreto do Jardim, feito por ele, estampa sua magnífica passagem pela nossa cidade. Esse, por exemplo, foi o melhor dos nossos caipiras. Falava de nossa terra, como se tivesse se referindo a um ente querido. E o Zé então, aquele da Farmácia. O Zé, acariciava os seus conterrâneos, principalmente os pobres, tal como uma mãe acaricia seu filho recém nascido, ofertando-lhe os seios para saciar sua fome. Outros nomes, não menos importante, passaram pela nossa vida política, e aqui fincaram seus nomes na história. Por tudo, não quero acordar do meu sonho, e perceber que o meu pesadelo era, na verdade, uma triste realidade. Como é difícil entender os interesses que pairam em volta dos acordos políticos, até porque, não sou um deles, só resta-me rogar a Deus, que traga sensibilidade aos nossos comandantes atuais, neste momento de transição, na escolha de quem irá estar à frente de nossa Santo Amaro querida.
Tchau!!! Roberto Pavanelli.
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