A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Novembro 26, 2004

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Antigamente as pessoas se locomoviam por toda a região de Santo Amaro- até porque tudo por aqui era Santo Amaro- à pé. Aqueles que não o faziam dessa forma era porque transportavam mercadorias que, na sua grande maioria, eram resultado da produção agrícola, atividade econômica predominante em toda a região de nosso então Município. Dessa produção destacavam-se a lenha e o carvão, a grande fonte de energia da época. Para essa atividade a locomoção era feita por carros de bois, carroças. Os mais abastados possuíam charretes, por vezes adornadas, para seus passeios. Os mais humildes, e quase todos eram, andavam mesmo à pé. Os tempos foram mudando, quando surgiu, das mãos do Eng. Alberto Kulhmann, o velho trenzinho a vapor. Posteriormente, com o advento da energia elétrica, apareceram os bondes, que se tornaram a grande vedete dos transportes de pessoas entre nosso bairro e a grande Capital. Com os anos, vieram os carros de praça com seus orgulhosos “Chaufferes”, que hoje chamamos de taxistas, ao tempo em que esses condutores usavam gravata e “cap” (boné). Naquela época, o traçado das vias públicas de nossa região era quase o mesmo de hoje. O tempo foi exigindo cada vez mais dos meios de transportes, quando então, timidamente, surgiu uma das primeiras linhas de ônibus que ia da Represa ao Jardim São Luiz. Essa linha servia dois pontos estratégicos, trazendo as pessoas da Represa -e também do Jardim São Luiz- ao Largo Treze de Maio. Ninguém imaginava que, no entanto, essa exploração já era o embrião do que seria o Largo Treze de Maio no futuro, ou seja, o grande ponto de convergência de toda a população que se formaria em torno do centro de Santo Amaro. Tenho comigo que faltou visão dos nossos governantes da época quanto à importância do que seria o centro de Santo Amaro mais tarde. Aquilo que se delineou no passado tornou-se realidade hoje, quando vemos nossa região central ser o polo distribuidor de milhões de pessoas que se encaminham diariamente para a grande região periférica da Zona Sul. O congestionamento de pessoas, ônibus e carros trouxe para Santo Amaro uma queda na qualidade de vida, principalmente daqueles que sempre viveram em nossa região central. Embora com pouca esperança, aguardamos, pelo menos, a tentativa de uma solução viável, que não traga prejuízo a ninguém e, ainda, tudo de forma mansa e pacífica.

Tchau!!! Roberto Pavanelli.

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