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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Outubro 08, 2004
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Disse José de Anchieta, em uma de suas carta ao Rei de Portugal: “Em geraibatiba vai bem a doutrina cristã. Agora anda entre eles o padre Luiz da Grã, trabalhando muito na catequese.” Ibirapuera era um aldeamento avançado que servia como defesa da aldeia que se instalava nos Campos de Piratininga. Naqueles tempos, a ligação entre a embrionária Vila de São Paulo e a do Ibirapuera se fazia pelas águas do Rio Tietê. Duas léguas de terras, às margens da confluência dos rios Guarapiranga e Jurubatuba foram entregues ao Padre Luiz da Grã pelo Capitão Francisco de Morais e aí, começou aquilo que seria, mais tarde, a nossa Santo Amaro querida. Na época dos índios, a idéia que se tinha a respeito desse local, pode-se tirar, por exemplo, do que disse o Padre Manoel da Nóbrega. –“Esta terra é muito pobre e não se pode conversar com este gentio sem anzóis e facas para melhor os atrair. Faça enviar mais ferro.” Isso pode ser verdade. Durante muito tempo nossa região viveu quase que exclusivamente da pobre produção agrícola. E é também verdade que a vocação do povo de Santo Amaro era a conquista da riqueza que não tardou em chegar, quando aqui se estabeleceu, no pós guerra, o maior pólo industrial de São Paulo e, para ironia do destino, sua maior expressão foi exatamente na região que manteve o nome indígena das origens deste rincão, ou seja, a região do Jurubatuba. Assim, ao vermos, mais uma vez, o povo santamerense de hoje dar inequívoca mostra de civilidade, como visto no último pleito eleitoral, chegamos a conclusão de que nas camadas mais pobres da população, também já reside a consciência de que o voto deve amadurecer, em favor de uma vida mais justa. Já não se ilude mais o eleitorado como nos tempos dos velhos políticos. O disfarce da boa vida foi desmascarado pela ânsia da sinceridade e pela necessidade de atenção que os excluídos socialmente padecem. Enfim, conterrâneos santamarenses, se a esperança é a última que morre, peçamos a Deus para não morrermos antes dela!
A diretoria do CETRASA, na pessoa de seu presidente Alexandre Moreira Neto, cumprimenta todos os vereadores da região, eleitos no último pleito, através dos Srs. Antonio Carlos Rodrigues, Arselino Tatto, Gilberto Natalini, Mário Dias, Estima, Cláudio Prado, Carlos Gianazzi, Antonio Goulart e Milton Leite. A todos o Centro das Tradições de Santo Amaro deseja profícuo mandato
Tchau!!! Roberto Pavanelli.
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