A coluna do CETRASA
Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Setembro 03, 2004

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Certa feita, ouviram, às margens de um rio chamado “Ipiranga”, um brado forte e retumbante, que vinha de um povo heróico. Naquele dia brilhou o sol com raios fúlgidos, no céu dessa Pátria, que apelidaram de “Sol da Liberdade”. Falaram também que o valor desse grito foi conquistado com braço forte, e que aquele povo altaneiro, desafiava com a própria vida, qualquer ameaça àquela nova liberdade conquistada. Esta era, realmente, uma pátria amada e idolatrada! Viu-se, naquele dia, um sonho intenso e um raio vívido descer à terra e, à noite, num céu límpido e risonho, resplandecer um enorme Cruzeiro de estrelas. E, com tudo isso, esperava-se, que esse povo conquistasse a liberdade sonhada com braço, ainda que o desafio fosse sua própria morte. Nesse cenário que mais parecia um esplêndido berço, jazia um colossal gigante, que mais parecia ser uma enorme flor, cuja beleza reluzente iluminava todo o céu de um continente recém descoberto. Seus campos pareciam ter tantas flores que viviam sorrindo. Havia tanta vida naqueles bosques, quanto amores nas vidas daquelas pessoas. Muitos anos se passaram e o berço que era esplêndido deixou ser, os verdes se acinzentaram como restos de queimadas. O reluzente dourado do ouro sob o solo sagrado, foi-se embora e o brilhante Cruzeiro lá do céu, escondeu-se atrás da poluição. De tudo, restou a inocente alegria daquele povo que, empobrecido cada vez mais, guarda a esperança de ver seu hino virar verdade um dia.

*Se o casado busca a paz para o seu passarinho, o solteiro que deixe seu passarinho em paz!

O Museu de Santo Amaro, está situado na Av. Prof. Alceu Maynard de Araújo, 32, Vila Cruzeiro, Santo Amaro. Fone: 5642.22.14. Seu horário de funcionamento para visitas é: 2ª, 4ª e 6ª das 13h30 às 17h30.

Tchau!!! Roberto Pavanelli.

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