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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Setembro 17, 2004
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Passeando por 1960: Naquela época já se dizia assim, observado em um jornal de então: “Santo Amaro cresce. Ao lado de certas reminiscências e tradições do passado, a nossa comunidade avança impetuosamente para o seu grande futuro, animado pelo contínuo esforço de seus habitantes. Nas românticas paisagens do passado ou nas fotografias de hoje, restam traços em comum - o signo do progresso. Nas suas ruas, nas suas fábricas, nos seus escritórios, nas suas casa comerciais, homens trabalham numa missão gloriosa, em busca de um grande objetivo, que é o denominador comum de todos os santamarenses.” Pois é. Ninguém imaginava que cresceria tanto, que um dia teríamos que ver Santo Amaro, um dia Município, voltar a ser apenas uma Sub Prefeitura, em 1935. Esta mesma Santo Amaro seria mais tarde retalhada em diversas Sub Prefeituras, por conta de seu enorme acolhimento à expansão demográfica. Hoje, já não dizem estar mais em Santo Amaro aquele que está sob a jurisdição administrativa da Capela do Socorro, de Parelheiros, do Guarapiranga, da Cidade Ademar, etc... De fato, o progresso veio, mas às vezes me pego pensando: Será que Santo Amaro lucrou com tamanho e desordenado crescimento, que apenas fez amontoar gente de todos os cantos do mundo, num mesmo espaço de terra? O mais grave, em tudo isso, é que nossos governantes e administradores nunca se deram conta de que poderíamos poupar, junto com esse crescimento, o entorno de nossas águas, a liberdade de ir e vir de nossos transeuntes, a segurança e a conservação de nossas praças e monumentos. Deviam ter se preocupado em manter e aumentar o nosso parque industrial, ao invéz de deixá-lo minguar, como de fato ocorreu. Embora entristecido, de tudo, conservam-se as tradições de nosso bairro, apesar de ser uma luta solitária nas mãos do CETRASA, mas que, por conta de um amor infindável às paragens de nossa Santo Amaro, a promessa será sempre de não esmorecer. E viva o Cetrasa, ué!.
E já dizia minha vó: Cumu vai Nhá Maria? Um dia bão, outro não.
Tchau!!! Roberto Pavanelli.
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