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Centro das Tradições de Santo Amaro.
por Roberto Pavanelli
Setembro 22, 2005
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Como era chique morar no Brooklin Paulista! No passado, aqui pelas bandas de Santo Amaro, ou Satamaro, como diziam os nascidos por aqui, um dos sinais de sucesso financeiro, ostentação de riqueza e "glamour", ou ainda como se falava, aquele Fulano virou Tubão. Este termo Tubão, nasceu dos grandes carrões americanos dos anos dourados, por conta de suas exuberantes trazeiras, que pareciam "rabos de peixe". Voltando ao Brooklin, Santo Amaro ainda lamenta a perda de parte desse bairro para a Subprefeitura de Pinheiros. Hoje, aqueles que sempre residiram em Santo Amaro, moram em Pinheiros. Apesar da enorme luta que envolveram muitos santamarenses, a Lei que criou a Subprefeitura, obedeceu os limites territoriais dos Distritos e, sendo o Distrito do Itaim cortado ao meio pela Av. dos Bandeirantes, foi-se uma fatia considerável de Santo Amaro. Com a anexação do Distrito do Itaim à Subprefeitura de Pinheiros, parte do Brooklin Velho, e o Brooklin Novo, passaram a pertencer à região administrativa da Subprefeitura de Pinheiros. Com isso, perdemos parte importante de Santo Amaro que tinha uma ligação umbilical com nosso território. Essa ligação começa pelo fato de ter o Brooklin pertencido ao antigo Município de Santo Amaro, cujas divisas obedeciam ao antigo traçado do córrego da Traição, hoje ocupando o trajeto da Av. dos Bandeirantes, indo até o Rio Pinheiros nas proximidades da Usina Elevatória da Traição. Assim, sob o ponto de vista histórico e cultural o Brooklin Paulista, não tendo essa identificação com o bairro de Pinheiros, deve pertencer à administração de Santo Amaro, sobretudo porque naturalmente nasceu santamarense. Essa identidade histórica também existe, por conta de sua localização, posto que ficava no meio do caminho entre Santo Amaro e Ibirapuera, que era principal trajeto usado para a ligação entre o antigo Município e a Capital do Estado. Esse caminho era o principal canal de escoamento da produção agrícola dos sitiantes de toda a região santamarense para o centro de São Paulo.
* Voltando ainda a respeito da Dona Benedita Martins, a Dita Parteira, ela se encontra sepultada no Cemitério de Santo Amaro, na quadra 32, lote 69, onde também está sepultada a Dona Loló, sua inseparável companheira em vida. Sua benção Nhá Dita e Nhá Loló. Agora, Tchau!!! Roberto Pavanelli.
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